sábado, 2 de maio de 2026

As sereias do vôlei e algumas figuras de linguagem sobre o céu

Hoje amanheço de forma desproporcional. Aos cantos com um emblema de cansaço da semana que passa e um sentimento amistoso de esperança pela que se aproxima. 

Aos fãs da série da minha vida eu receio, de forma genuína, a falta de episódios marcantes que essa season está tendo. Algumas atualizações básicas são: estou repetindo as dosagens de mau-caratismo no que tange à relacionamentos fracassados, de estômago embrulhado pelas amizades quebradas que Exu tem tirado do meu caminho, e cada vez mais espiritualizado. 

A única coisa que não muda é o amor pelas minhas sereias do vôlei. Decidi chamar assim por que essa semana eu assisti a um monólogo que escrevi em meados de 2021 e lembrei do termo, mas em resumo e palavras-chave: amigas. 

Quero destacar Polyana, a minha pra sempre namoradinha (que meu avô custa acreditar que não se casou comigo), que agora gesta em seu pequeno forninho um novo ser: a pequena Ísis. A única referência que eu tinha do nome é a deusa do arco-íris, da mitologia egípcia, mas agora esse nome se transmuta para um pequeno amontoado de moléculas que está no “forninho” da minha amiga Polyana. Obrigado pela graça de “assobrinhar”, Poly. Meu amor por você duplicou. 

Seguindo nessa fantasia, é cômico ver como as minhas amigas estão cada uma em um local do Globo. 

Agora: Patrícia. A minha amiga das trincheiras, dos sorrisos e crises depressivas, que está esbanjando toda sua personalidade efervescente na Europa. Sua cia me abastece. O meu riso mais sincero é com você. 

Carol. A pequenuxa menina das geleias minúsculas e dos brownies cheios de ensinamentos. Te sinto perto mesmo que te tenho longe. Os sábios conhecimentos e as conversas contundentes sobre qualquer coisa que mais-ninguém-liga são como adesivos com glitter no mapa mundi da minha vida. 

Karina. Guilherme você busca “Karinas” em todas as suas amigas, minha terapeuta me disse. E também, quem pudera. A Karina é perfeita. Ela é uma das poucas que faz eu me calar mesmo que eu esteja certo. Sábia como um pequeno João-de-Barro. Sinto sua falta. 

Larissa. Feliz em dizer que essa se mantém intacta no museu da minha história. Aparece sempre com uma nova estória e seu jeito enfadonho e expansivo me elucida a arte de amar. Como eu amo te amar, amiga. 

Helena. Como eu já disse uma vez, eu também faria uma guerra de Tróia só por conta dela. Aparece a cada solstício, como sol da meia noite, mas ainda assim, carrega sua grande imponência lunar sobre minhas marés. 

Inez. Diariamente sendo evocada pelas minhas angústias joviais e seus ensinamentos de avó. Como Oxalá foi generoso em te botar em minha vida. Mal sabia o quanto eu estava precisando desse carinho maternal. Me desculpe as desmedidas profissionais, é que gosto de esbarrar em seus ensinamentos, e estes só vem como puxão de orelha… devo ser masoquista, sei lá. 

Nayara. Minha amiga de mais tempo. Essa sereia do vôlei viu todas as minhas fases: minguante, crescente, cheia e nova. E eu, pude, felizmente, acompanhar as dela. O mar é o seu lugar e eu sou Zé da Praia. Não canso de te admirar. 

Marina. Essa sereia do vôlei é especial, pois segura um rojão como ninguém. Brilhante! Ela é quem me excita profissionalmente e me busca nos lugares mais profundos de mim mesmo. Talvez ela não saiba o quanto eu a amo e admiro. Assisti-la é como um filme de comédia besteirol e fábulas de Esopo. Tem a parte caricata e o ensinamento preciso. Amo você. 

Vitória. Não estive tão equivocado quando, na quarta-serie, por ela eu fui apaixonado. E esta é quem dá o grande significado de sereias do vôlei (visto que seu pai que me ensinou). Te ver realizar seus sonhos se tornou o meu sonho. 

Anna Júlia. Posso passar eras e eras sem me trombar com esta e o carinho se mantém intacto. As mesmas piadas (e que maravilha, pois eu sempre vou rir do mesmo jeito), as mesmas músicas da Britney, e o mesmo amor da primeira vez que te abordei na fila do Tribos. 

Natalia. O real motivo de eu acreditar copiosamente que os opostos se atraem. Se minha “rainha” não fosse tão diferente de mim, talvez eu não fosse tão apaixonado pela nossa amizade. Seus ensinamentos são precisos, ainda que incisivos. Custo acreditar que você não tem 80 anos e me tem como uma avó que cuida do neto bagunceiro. Obrigado por tanto. 

Nicole. O amor que pereceu da perca de uma grande roseira. É engraçado ver os dias passando e ver você amadurecendo, criando certas consciências e se tornando uma mulher como a que te criou. Você é luz. E um exemplo de sabedoria e resiliência. 

Carol. Felizes os consanguíneos que, pela ordem natural, se tornam amigos. Não foste só os jantares de família e os almoços de aniversário, e tampouco os velórios compartilhados. São os momentos de curva. Quando o sol já não se nasce com tamanha resplandecência, e as nuvens cobrem a sua luz. Daí percebo que dádiva é poder contar com um consanguíneo. 

Sarah. Nada atualmente a declarar. Muitos carácteres foram usados nesse blog sobre essa fase lunar. 

Mariana. A sommelier dos bons vinhos e boas músicas. A minha “você é a música em mim”, que estabelece conexão mesmo que longe. Das noites do pijama as noites em que precisou dormir comigo para aferição de pressão. Das caudas de sereias com lençol aos lençóis entranhados de êmese estomacal. Te carrego comigo. 

Beatriz. Os espinhos refletem a grandiosidade da rosa que carrega. São essenciais as discussões, e o saber transladado. Quanto mais aprendo, mais saio da zona de conforto e percebo que você é essencial. 

Mharia Eduarda. Te ver crescer é, também, uma sabedoria. Amo seus movimentos e a forma como você me tem. Que seu relacionamento, abençoado por mim, fique frutífero para sempre. E o nosso de amizade também. 

Layla. Agô pra falar. Sentimento recente. A mais nova a entrar no time. Amo sua sabedoria e o carinho que você tem em me ensinar as mitologias dos Orixás. Te desejo muito axé e que percorra essa caminhada ao meu lado até que os nossos guias permitam. Obrigado por me iluminar. 

E claro. Existem muitas outras sereias do vôlei que eu poderia citar aqui de forma demasiada, por que, felizmente, aos cantos com emblema de cansaço, eu ainda possuo todas essas pessoas no meu time. Não pudera eu ser tão recheado de boas pessoas. Quando a maré baixar, quero voltar aqui e saber que essas fases lunar são os meus eclipses, crepúsculos e lusco-fusco. Eu amo vocês. Por mais clichê que isso soe. Eu nunca prometi não ser, afinal, estou na minha fase crescente. 

Share:

0 comentários:

Postar um comentário